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40 anos da formalização legal do CPPC

No passado dia 23 de Abril, o Conselho Português para a Paz e Cooperação assinalou 40 anos da sua formalização legal com um convívio na Casa da Paz, em Lisboa, onde interveio Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção do CPPC.

Neste convívio participaram activistas, membros dos órgãos sociais e amigos do CPPC, incluindo um dos dirigentes do CPPC que participou no acto da sua formalização há 40 anos, Vítor Pinto, assim como vários outros que de igual modo participam no movimento da Paz desde antes da formalização do CPPC. Estiveram ainda presentes representantes de várias organizações portuguesas com quem o CPPC se relaciona e, igualmente, representantes de diversas embaixadas.

No momento de convívio foram evocadas as muitas décadas de luta pela Paz em Portugal, incluindo durante a ditadura fascista, que permitiram que aquando da formalização do CPPC após o 25 de Abril, o movimento pela Paz tivesse já expressão nacional.

Recordados foram também todos os que ao longo dos anos lutaram, lutam e continuarão a lutar por um mundo mais justo, livre, fraterno e de Paz.

Abril e a Paz na Escola Básica e Secundária do Cerco do Porto

Hoje, na Escola Básica e Secundária do Cerco do Porto, na inauguração da exposição seguida de debate, sobre "Construir a Paz com os valores de Abril", também de uma exposição de alunos da Escola sobre o 25 de Abril, e de uma instalação preparada em conjunto com alunos e professsora. Estas iniciativas decorreram no âmbito do protocolo entre o Conselho Português para a Paz e Cooperação e a Câmara Municipal do Porto. Participaram quatro turmas de alunos e diversos professores, reafirmaram-se os valores de Abril inscritos na Constituição da República Portuguesa, que agora celebra 40 anos de existência, e falou-se das lutas pela Paz que o CPPC prossegue.

CPPC assinala 40 anos da sua formalização legal (1/4)

O CPPC comemora no dia 24 de Abril os 40 anos do seu registo formal. Essa data, não constituindo o surgimento do CPPC – que se verificou durante o regime fascista –, representa a consagração da legalidade conquistada com a Revolução de Abril: antes, lutar pela paz, o desarmamento e a dissolução da NATO e expressar solidariedade aos povos vítimas da guerra, da opressão e da ingerência implicava o risco da prisão e da tortura - como aconteceu em muitos casos.

Os Estatutos do CPPC, registados nessa ocasião, continham aquelas que eram causas de sempre do movimento da paz e que continuam hoje a nortear a sua acção: a eliminação de todas as formas de colonialismo e de discriminação racial e o respeito pelo direito dos povos à soberania, à independência e a escolherem livremente o seu regime político, económico e social; a inviolabilidade das fronteiras e a integridade territorial dos estados; o respeito pelos direitos do Homem e suas liberdades fundamentais, com a eliminação de todas as formas de fascismo; a coexistência pacífica e a substituição da política de força pelas negociações na resolução dos litígios internacionais; a não ingerência nos assuntos internos de cada Estado; a interdição de todas as armas de destruição generalizada; a cessação da corrida aos armamentos; a abolição das bases militares estrangeiras e o desarmamento geral, controlado e simultâneo.

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